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Suspensão da coleta de animais mortos preocupa Município de Arabutã

Publicado em 07/05/2019 às 10:11 - Atualizado em 07/05/2019 às 10:11

A CBRASA, empresa responsável pelo recolhimento de animais mortos, em toda a região do Alto Uruguaio Catarinense, anunciou a suspensão dos serviços a partir desta segunda-feira, dia 06. A alegação é de que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) está sendo moroso no processo de normatização que permite a comercialização do produto gerado através da coleta dos animais. Com isso, a direção da CBRASA decidiu dar férias coletivas aos funcionários e, após 30 dias, caso não tenha tido nenhum avanço, a ideia é encerrar as atividades

 

A suspensão, mesmo que temporária, preocupa a Administração Municipal de Arabutã uma vez que, neste momento, não existe uma solução que garanta uma destinação adequada dos animais mortos. O Poder Público Municipal espera que o impasse entre a CBRASA e o Ministério da Agricultura seja resolvido com urgência. A preocupação é com o dano ambiental que a suspensão do recolhimento pode causar e com os riscos à saúde da população.

 

Coleta de animais

 

O serviço está sendo desenvolvido pela empresa desde o ano de 2017, e somente no ano de 2018 foram recolhidas 8 mil toneladas de animais mortos na região da AMAUC, totalizando 76 mil cabeças (bovinos e suínos). Os prefeitos da região defendem o projeto uma vez que este, apresenta uma solução que visa dar o destino correto aos animais mortos, dentro da legalidade, com total preocupação quanto a sanidade animal e meio ambiente.

 

Posição do Consórcio Lambari

 

“Além de toda questão ambiental, também precisamos pensar na saúde do produtor, que sofrerá com a paralisação do serviço, uma vez que será preciso voltar a fazer o sistema de compostagem do animal na propriedade, sabemos que esta é uma técnica correta de destino, mas necessita de critérios rígidos para sua execução”, pontua o presidente do Consórcio Lambari, Prefeito Volnei Schmidt. Outra preocupação da região é que o serviço de recolhimento volte a ser feito de forma clandestina, colocando em risco a biosseguridade.